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domingo, 20 de setembro de 2015

QI 134

Está circulando o número 134 do fanzine Quadrinhos Independentes-QI, editado por Edgard Guimarães, dedicado ao estudo dos quadrinhos no Brasil, com especial destaque a produção independente e aos fanzines nacionais.
Esta edição tem 32 páginas e traz um longo artigo do editor detalhando a publicação de Os Vingadores no Brasil, artigo de Carlos Gonçalves sobre uma edição portuguesa de Tex, "25 anos do jornal O Capital", de Eduardo Waack, textos curtos com curiosidades diversas, quadrinhos de Luiz Cláudio Lopes Faria, Lincoln Neri, Chagas Lima e Arruda, e as seções fixas "Fórum", "Mantendo contato" e o catálogo "Edições independentes", com os lançamentos do bimestre. A capa traz uma ilustração de Guimarães, colorizada manualmente com hidrográficas.
Junto ao QI chegou também aos assinantes o fanzine O mundinho dos quadrinhos, edição especial de oito páginas na qual Edgard aponta e corrige uma série de equívocos dos verbetes da edição de referência O mundo dos quadrinhos, de Ionaldo Cavalcanti.
Para obter exemplares destas publicações é necessário fazer uma assinatura anual do QI. Maiores informações pelo email edgard@ita.br.

sábado, 3 de janeiro de 2015

QI 130

O editor independente Edgard Guimarães está remetendo aos seus assinantes a última edição de 2014 do obrigatório fanzine Quadrinhos Independentes-QI, que chega a sua edição 130 em alto estilo.
A edição tem 28 páginas e homenageia Valdir Dâmaso (1934-2014) – um dos mais ativos e queridos fanzineiros do Brasil, editor do conhecido Jornal da Gibizada, falecido há poucas semanas – com um artigo e a capa, que traz uma ilustração de Umberto Losso. Traz também artigos sobre Akim - o Tarzan italiano -, sobre o Flama, criado pelo saudoso Deodato Borges, e sobre séries de quadrinhos que voltam anos depois de supostamente terminadas. Também há um artigo sobre as dificuldades dos colecionadores de O Pasquim, e mais um trecho de uma longa entrevista sobre fanzines que o editor cedeu a um saite em 2013. A edição também traz hqs de Dennis Oliveira, Chagas Lima, Claudio Lopes Faria, Paulo Anjos, Rafael e do próprio Guimarães, e as colunas fixas "Mantendo contato", assinada por Waz, "Fórum", com as cartas dos leitores, e o catálogo "Edições Independentes" com as publicações do bimestre.
Mas não é só. Junto com o exemplar do QI, o editor encaminhou aos assinantes, de brinde, o segundo volume da coleção Pequena Biblioteca Sobre Histórias em Quadrinhos, com o ensaio O outro Maurício, assinado pelo cartunista e pesquisador Luigi Rocco, com um levantamento dos primeiros trabalhos de Maurício de Sousa, quando o autor experimentou diversos gêneros e personagens que não levou adiante. Um valioso trabalho de resgate histórico para toda uma geração que não conhece nada mais da obra desse famoso quadrinhista brasileiro, além da Turma da Mônica. Além disso, traz também reproduções de tiras de outros artistas que fizeram parte do catálogo da malfadada distribuidora de tiras que Sousa tentou implementar nos anos 1960. A capa, em cores, traz uma ilustração de Joel Link, reproduzida de uma edição da Folhinha de S. Paulo.
Por esse e outras é que vale muito a pena assinar o QI. E está na hora certa para isso, pois o editor anunciou a campanha de renovações de assinaturas para as edições 131 a 136, por apenas R$25,00. Mais informações com o editor no email edgard@ita.br.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

QI 129

Está chegando aos assinantes o número 129 do fanzine Quadrinhos Independentes-QI, editado por Edgard Guimarães. Este multipremiado fanzine sobre quadrinhos é um dos poucos que insiste manter o formato real, em papel, sem qualquer vínculo na internet. Quem quiser ler, precisa assiná-lo, não tem outro jeito. Mas compensa todo o esforço. Além dos quadrinhos, dos artigos interessantes e de registro histórico, e de uma ampla relação de lançamentos alternativos do bimestre, o editor do QI ainda envia uma porção de brindes aos assinantes, como edições especiais, fanzines fasciculados, cards coloridos e outras surpresas. Por exemplo, com esta edição, o QI remeteu aos assinantes o último fascículo de Buster, da novela gráfica de faroeste criada por Gus Peterson e José Pires.
Mas as atrações do fanzine não são menos interessantes. Além da homenagem ao conhecido quadrinhista baiano Antônio Cedraz, falecido há poucas semanas, a edição traz artigos sobre o ilustrador belga Hermann, sobre o personagem britânico Miracleman, e sobre as agruras do mercado de quadrinhos americano (traduzido de uma antiga coluna de Joe Brancatelli publicada nas revistas da extinta editora Warren), quadrinhos de Dennis Oliveira, Chagas Lima, Paulo Anjos, Raphael e do próprio Guimarães, além do anúncio que a novela gráfica de 204 páginas Rolando Duque – Assistência técnica, serializada nas páginas do QI, terá uma edição encadernada, em tiragem limitada. Também anuncia a publicação de uma edição especial das histórias dos X-Men criadas por Gedeone Malagola para a editora Gep nos anos 1970, as únicas hqs Marvel produzidas inteiramente no Brasil.
Mais informações com o editor pelo email edgard@ita.br.

domingo, 24 de agosto de 2014

Bem-vindos ao Fanzinarium!

Os fanzines ainda são uma novidade para muita gente.
Durante um longo período, as pessoas achavam que fanzine era um programa de televisão, devido a uma produção de grande sucesso na TV Cultura nos anos 1980, que popularizou o termo. Contudo, os fanzines antecedem muito a esse programa.
A palavra 'fanzine' é contração do termo em inglês fanatic magazine, em português, revista de fãs, publicações independentes, geralmente mimeografadas, que davam vazão ao interesse de vários segmentos de fãs. Os primeiros fanzines surgiram nos EUA, sendo o primeiro deles chamado The Comet, voltado à literatura de ficção científica, ambiente pródigo nesse tipo de publicação. Muitos escritores importantes, como Ray Bradbury, por exemplo, foram editores de fanzines no início de suas carreiras.
Os fanzines chegaram ao Brasil nos anos 1960, na forma de boletins de fã-clubes. Sua disseminação ampliou no final dos anos 1970, com o movimento punk, que tinha na produção independente um de seus fundamentos filosóficos.
Com a disponibilidade da tecnologia reprográfica, os fanzines ganharam dinamismo e multiplicaram-se, com um crescimento explosivo nos anos 1980, principalmente no campo dos quadrinhos, arte que estava mergulhada numa profunda crise comercial, ainda hoje sentida. Artistas sem espaço para publicar profissionalmente, lançaram mão dos fanzines para continuar produzindo ou para iniciar-se na carreira. Centenas de personagens e artistas nasceram e cresceram nos fanzines brasileiros, que eram distribuídos pelo correio ou vendidos de mão em mão, numa verdadeira rede-social analógica.
Com a chegada da internet, os fanzines adaptaram-se. Alguns tornaram-se saites, outros, blogues, outros ainda, ebooks. Uns poucos, que insistiram em seguir no formato real, estão hoje recuperando leitores e prestígio, pois as tecnologias atualmente disponíveis permitem a publicação de fanzines de ótima qualidade gráfica, compatíveis com as publicações comerciais, vendidas em bancas e livrarias.
Mas o que torna os fanzines realmente interessantes é o fato deles permitirem que qualquer pessoa possa criar e sustentar uma mídia para veicular suas ideias, que podem ser divulgadas dentro de pequenas comunidades com um custo acessível, e o exercício desse diálogo ajuda a construir identidade, cultura e consciência, tanto dos leitores quanto dos próprios editores.
Apoiado nesses princípios é que, em 2013, submeti ao edital do Vai-Valorização de Iniciativas Culturais, do município de São Bernardo do Campo, o projeto Fanzines de São Bernardo, voltado ao fomento da produção de fanzines na cidade, especialmente de histórias em quadrinhos, através de uma série de oficinas espalhadas nos espaços públicos. O projeto foi aprovado e os trabalhos iniciaram em 2014, com uma oficina na Gibiteca Municipal Eugênio Colonnese, na qual foram produzidos os primeiros fanzines do programa.
O Fanzinarium vai mostrar o trabalho deste projeto, acompanhando os resultados das oficinas, mas não apenas isso. Também vai disponibilizar gratuitamente todos os fanzines produzidos, e manter o leitor informado sobre os lançamentos de outros fanzines.
Seja bem vindo a aventura.